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Acessibilidade ao 2º piso da Biblioteca da Unoesc é reestilizada

Por: DAIANE ANDREIA RIGO
dairigo@hotmail.com
18 de Abril de 2013

A Unoesc São Miguel, em obediência à legislação, e, principalmente, no fiel cumprimento de um dos valores que anuncia seguir no seu relacionamento com a comunidade - Humanismo: cuidado com a vida – apesar de suas instalações já serem modernas e funcionais, desenvolveu, no ano de 2011, um intenso e minucioso trabalho de total acessibilidade às pessoas com necessidades especiais a qualquer local do Campus.

Foi em decorrência desse trabalho que a Unoesc São Miguel participou, em Chapecó, no dia 29 de abril de 2011 do 1º Seminário de Acessibilidade do Projeto Santa Catarina Acessível, promovido pelo Ministério Público do Estado. A universidade se tornou case nos investimentos de acessibilidade física, tecnológica e pedagógica em Santa Catarina.

Dentre as muitas adaptações feitas, foi instalada, na Biblioteca Universitária, uma plataforma de elevação para facilitar o acesso das pessoas com necessidades especiais ao 2º piso do prédio.

Como surgiu a ideia?

Originalmente, essa plataforma é, em sua parte frontal, de vidro, o que deixa à mostra a sua estrutura metálica e os seus componentes de funcionamento e fixação, como engrenagens, parafusos e outros. Essa configuração, de certa forma, gerava, para alguns usuários, desconfiança e temor, além do que o seu visual destoava do ambiente físico em que está inserido. Enfim, percebeu-se que estava em desarmonia funcional e visual com o ambiente da Biblioteca.

Percebido o problema, buscou-se uma solução prática, objetiva e criativa, que ao mesmo tempo transmita confiança aos usuários e transforme o equipamento visualmente harmônico, descontraído e equilibrado com o espaço acadêmico e agradável aos olhos dos frequentadores da Biblioteca.

O projeto

A partir de uma parceria com o Curso de Design da Unoesc São Miguel, mais especificamente com o acadêmico Eduardo Lopes, da 5ª fase, que desenvolveu um projeto de adesivagem para os vidros frontais da plataforma de elevação, que denominou: o mundo todo em minhas mãos.

A respeito do seu trabalho, Lopes comentou: – Esse foi o nome que eu dei para aqueles desenhos, pois eu costumo e gosto de nominar as coisas. Eu quis mostrar que o livro faz de você um inventor de histórias, um arquiteto da imaginação, um desenhista de mundos, monstros e fins felizes, um livro faz você viajar além do que se pode presenciar. O livro traz vida e asas para sua criatividade, o livro faz com que viajemos para longe sem ao menos dar um passo. Fiz algo mais poético e brincalhão, usei cores contrastantes para chamar a atenção e instigar os leitores a olhar e analisar. Acredito que devamos ser mais ousados em nossas artes, mostrar que existem coisas boas e que a arte precisa de características diferenciadas. Foi gratificante fazer esse trabalho, pois pude contribuir com a universidade e em contrapartida mostrar o meu trabalho. Gostei do reconhecimento e da atenção que deram ao que fiz, pretendo realizar mais projetos para a universidade. Pretendo deixar minha marca e meu nome aqui, – ressalta.

Conforme a Profª Lidiane Camiloti, Coordenadora do Curso de Design da Unoesc São Miguel, esses projetos voluntários desenvolvidos para a universidade são uma excelente oportunidade para os acadêmicos adquirirem experiência e, também, desenvolverem espaços acadêmicos com um olhar mais jovem e funcional, pois aplicam a teoria nas necessidades diárias.

Veja também: Ministério Público apresenta Unoesc como exemplo de acessibilidade em SC

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