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Acessibilidade foi tema da palestra do MPF no Campus de São Miguel

Por: Daiane Andreia Rigo
daiane.rigo@unoesc.edu.br
17 de Setembro de 2012

No início de agosto, a arquiteta e urbanista do Ministério Público Federal, Roberta Ferrari Guizo, visitou a Unoesc Campus de São Miguel do Oeste. O propósito foi esclarecer dúvidas referentes aos projetos de pesquisa sobre acessibilidade, desenvolvidos por acadêmicos bolsistas da Unoesc em parceria com o Ministério Público Federal. Participaram do encontro as acadêmicas do grupo de pesquisa e projetos sobre “Acessibilidade” Diana Ludwig e Maria Fernanda Vieira, do Curso de Arquitetura e Urbanismo, Jéssica Gritti e Marizete Zuppado, do Curso de Educação Física. Participaram ainda acadêmicos dos cursos de Biomedicina, Arquitetura e Urbanismo e Educação Física, além de professores e coordenadores dos cursos.

No encontro, a arquiteta Roberta Guizo salientou aos bolsistas do projeto de “Acessibilidade” a importância de realizarem as coletas de dados de forma precisa e frisou a necessidade de seguir a legislação, rigorosamente, esclarecendo que um estabelecimento é ou não acessível, por isso, não há “meio termo”, diz a arquiteta.

Em seguida, a profissional e as bolsistas discutiram a possibilidade de criar uma cartilha informativa com base na norma da ABNT 9050/2004.

- A cartilha servirá para a conscientização da população sobre como construir ou readequar os locais públicos de acordo com as necessidades de todo e qualquer cidadão que possa vir a desfrutar desses ambientes - explica a coordenadora do Curso de Educação Física, professora Andréa Jaqueline Prates Ribeiro.

Nesta mesma ocasião, no período noturno, Roberta palestrou sobre o tema “Espaços públicos acessíveis para todos”. Durante a palestra, a arquiteta apresentou questões da cidade como estabelecimentos antigos que precisam ser readequados e obras recém-concluídas ou em andamento e mal fiscalizadas. - São obras que não atendem à legislação como, por exemplo, acessos, calçadas, rampas, edifícios, dentre outros - conta a profissional.

- Quando questionada sobre os aspectos do relevo geográfico, que possam dificultar o cumprimento da legislação, a profissional foi clara e reiterou que devem ser encontradas alternativas para resolver tais aspectos. Roberta fala que quando se trata de relevo, a maior dificuldade encontrada nas readequações dos locais sem acessibilidade é a questão financeira - relata a coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo, professora Alessandra Devitte.

A promotora do Ministério Público Federal de São Miguel do Oeste, Maria Rezende Capucci, também esteve presente na palestra. Ela reforçou o valor do projeto de “Acessibilidade” e elogiou a iniciativa e o trabalho da Unoesc, coordenado pela professora Andréa Prates Ribeiro.

- Visto que o trabalho deve abranger toda a população, pois qualquer pessoa pode vir a ter uma deficiência ou mobilidade reduzida. Assim, cada vez mais os locais públicos precisam estar adaptados para receber todos os públicos - considera a promotora.

Texto: Gisele Petry

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