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Egressa de Engenharia Sanitária e Ambiental desenvolve projeto na Amazônia

Por: João Luiz Bariviera
joao.bariviera@unoesc.edu.br
14 de Setembro de 2015

A egressa do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Unoesc Videira, Patrícia Müller, no início de 2015, foi selecionada em um edital do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, para desenvolver projeto sobre Tratamento de excretas humanas por sanitário seco com separação de urina em casas flutuantes em área de várzea.

PatrÍcia realizou suas atividades no município de Tefé, estado do Amazonas, cidade sede do Instituto, junto ao Grupo de Pesquisa em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (GPIDATS).

As casas flutuantes são residências construídas sobre troncos de madeira que flutuam na água. Essa tecnologia permite que seus moradores permaneçam no mesmo local durante o período da cheia, pois a casa acompanha o nível da água. Porém, uma das maiores preocupações com relação a essas residências, explica  Patricia,  é a falta de saneamento, principalmente pela dificuldade de implantar um sistema comumente utilizado em centros urbanos.

— A falta de políticas públicas em conjunto com a falta de conhecimento impulsiona a pesquisa por melhorias, afinal, todos temos o direito de usufruir de um meio ambiental saudável e equilibrado. Nesse sentido, o sanitário seco, que não utilizada água em seu processo, e ainda fornece fertilizantes ao final do tratamento é uma alternativa para essas e outras áreas — explica a pesquisadora.

O Instituto possui diferentes grupos de pesquisa e, de acordo com Patrícia, um diferencial muito grande do Mamirauá são seus funcionários e bolsistas.

— A palavra respeito é levada a sério, independente da classe social, nível de escolaridade, sexo ou religião, as pessoas possuem voz e vez e, na minha opinião, isso é um reflexo da multidisciplinaridade e sua importância — reitera.

Ainda, segundo a pesquisadora, o município de Tefé não possui apenas o clima quente. A recepção dos habitantes também foi calorosa.

 — O povo é muito receptivo. Conheci pessoas maravilhosas e fiz amigos que se Deus permitir, sempre levarei comigo — afirma.

Infelizmente, devido aos cortes que diversos setores do Brasil vêm sofrendo, a fonte financiadora que mantinha a bolsa de pesquisa de Patrícia cancelou parte de sua contribuição.

— Com o corte da fonte financiadora, minha bolsa precisou ser cancelada, mas a experiência adquirida nesses meses foi o suficiente para me motivar a continuar investindo em minha profissão, afinal, o mercado de trabalho necessita de profissionais nessa área, só não podemos estagnar — argumenta Patrícia, que concluiu recentemente o MBA em Gestão Ambiental pela Unoesc Chapecó.

Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá, criado em 1999, desenvolve pesquisas em diferentes áreas, possuindo inúmeras publicações, tendo por missão promover pesquisa científica sobre a biodiversidade, manejo e conservação dos recursos naturais da Amazônia de forma participativa e sustentável.

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