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Engenheiros discutem as tendências tecnológicas para impactar negócios

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
30 de Outubro de 2015

Pensar no futuro é pensar na soma de três áreas: empreendedorismo, tecnologia e criatividade. Executar essa conta pode não ser simples, exige novas ideias e obriga a superar muitos obstáculos. Apesar disso, o resultado será sempre o mesmo: negócios rentáveis que levarão a humanidade a novos caminhos.

Para discutir as novas tendências tecnológicas, o curso de Engenharia de Computação da Unoesc Joaçaba trouxe os fundadores da empresa RS Soft, Daniel Spiller dos Reis e André Luiz Secco. Esses engenheiros compartilharam com os estudantes do curso suas experiências profissionais e apresentaram novas ideias empreendedoras.

O empresário Daniel Spiller salientou que, para progredir na carreira, os acadêmicos podem dar os primeiros passos aonde moram. Para ele, ideias básicas e simples podem dar certo. O importante é ser inovador, é pensar em algo diferente, que vá além das tendências existentes, tais como vendas on-line, drones, APPS e impressoras 3D.

— A primeira ideia pode começar a ser desenvolvida aqui na região e depois avançar para outros lugares do Brasil e do mundo — comentou.

Além disso, engana-se quem pensa que o fator financeiro pode ser um problema. O engenheiro afirma que para se criar alguma coisa não é preciso ter dinheiro, basta a ideia, já que hoje existem muitos investidores querendo aplicar o próprio dinheiro em oportunidades inovadoras.

O palestrante ressaltou ainda que a tecnologia na área da saúde é o ramo em maior crescimento no mercado. O investimento é alto, assim como o retorno para o empresário. Entre as ideias para o futuro está o acompanhamento médico por meio de um aplicativo, onde os registros das atividades físicas realizadas, a nutrição do paciente, bem como os resultados de exames e as indicações médicas poderão ser feitos todos on-line.

Como tendência para o mercado tecnológico, o palestrante aposta na criação de um livro interativo. Com esse produto, a criança participará da narrativa, poderá, por exemplo, assoprar a casa dos três porquinhos, junto com o lobo mau. Segundo Spiller, já existem investidores interessados nessa ferramenta, mas faltam programadores e designers interessados em produzir esse tipo de livro.

Outra tecnologia que tem dado o que falar é a Internet of Things (IoT), Internet das Coisas. O engenheiro André Luiz Secco, além de explicar a parte técnica desse processo para os estudantes, definiu a IoT como uma rede de dispositivos que executa uma tarefa a partir da conexão com a internet. Para que isso ocorra, o sistema utiliza uma placa, a mais conhecida é a de arduino, existe também a IoT surf board, a primeira placa brasileira.

De acordo com Secco, essa tecnologia permite utilizar os objetos comuns do dia a dia conectados à internet. Isso significa, por exemplo, que quando a pessoa chegar em casa, a música que ela estava escutando no fone de ouvido continuará tocando dentro de sua casa, no aparelho de som. Ou, então, que a fechadura da porta do apartamento poderá ser programada para abrir sozinha no horário que a diarista chegar. Outro exemplo, é a geladeira elaborar uma lista de compras, após verificar o que está faltando dentro dela.

O empresário observa que apesar de todas essas facilidades, cabe aos engenheiros também pensar em como superar as limitações dessa tecnologia, referentes ao processamento, memória, armazenamento e alimentação (bateria).

Essa palestra integrou a 7ª Semana Acadêmica de Engenharia de Computação realizada entre os dias 17 e 23 de outubro, na Unoesc Joaçaba. Minicursos, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos marcaram a programação do evento. A 3ª Olimpíada de Programação e o 2º Campeonato de Robótica também fizeram parte da Semana Acadêmica.

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