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Estudantes de Psicologia alertam sobre o suicídio

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
14 de Setembro de 2015

Acadêmicas de Psicologia da Unoesc Pinhalzinho participaram, recentemente, de uma ação para alertar à população sobre a importância de prevenir o suicídio. As estudantes  entregaram folders informativos, distribuíram balões e flores amarelas para quem passava pela praça central de Pinhalzinho. As flores foram confeccionadas por uma mulher que já teve caso na família.  

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 90% dos casos poderiam ser evitados. O coordenador do curso de Psicologia, professor Álvaro Cielo Mahl, ressalta que o suicídio ainda é tratado como um tabu em muitas famílias. Ele destaca que para a prevenção ser bem sucedida é preciso superar essa barreira.

— Durante séculos, o suicídio foi considerado um grande 'pecado', por razões religiosas, morais e culturais. Por essa razão, as pessoas ainda têm medo e vergonha de falar abertamente sobre este importante problema de saúde pública. Esse tabu, aliado à dificuldade de buscar ajuda, a falta de conhecimento e atenção sobre o assunto por parte dos profissionais de saúde e a ideia errônea de que o comportamento suicida não é um evento frequente, condicionam barreiras à prevenção — avalia Mahl.

Campanhas como o Setembro Amarelo fazem parte das ações preventivas. Mahl destaca ainda que é preciso capacitar profissionais da saúde para detectarem fatores de risco; incentivar espaços de promoção à saúde na comunidade, oferecendo grupos psicoterapêuticos e comunitários em igrejas, escolas, associações e Organizações Não Governamentais (ONGs); controlar o acesso aos métodos mais utilizados para o suicídio: o carbamato (chumbinho), pesticidas, raticidas, além de restringir o acesso às armas de fogo.

 Sinais de alerta

A pessoa que pode cometer suicídio apresenta sinais de alerta. Entre eles, estão: o abandono de amigos e atividades sociais; perda de interesse em atividades que antes traziam prazer; não conseguir assumir responsabilidade diárias; sentimentos de desesperança e de culpa; autoestima baixa; impotência e pessimismo. Ter um plano de suicídio estruturado, fazer testamento e falar sobre morte ou sobre morrer também são sinais.

De acordo com o professor Álvaro Mahl, o suicídio é o desfecho de uma série de fatores que se acumulam na história do indivíduo.

— É um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais — explica, frisando que a criação de espaços de escuta é importante ação preventiva.

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