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Estudo revela que mestrado é a melhor pós-graduação para se ter melhoria salarial e manter o emprego

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
12 de Novembro de 2015

Neste mês, a revista Exame publicou em seu site uma matéria que aponta o mestrado como a melhor pós-graduação para se ter aumento salarial. Essa informação foi baseada nos estudos realizados pela consultoria Produtive. A jornalista Claudia Gasparini afirma que na crise econômica não há garantias, mas certos fatores podem contribuir para preservar o emprego e até render um salário melhor. E a pós-graduação é uma dessas apostas.

Conforme a pesquisa anual da consultoria Produtive, profissionais que pararam na graduação tiveram um tímido aumento na remuneração entre 2014 e 2015. Em um ano, a média salarial desse grupo cresceu apenas 4,6%. Enquanto isso, profissionais com uma pós-graduação lato sensu tiveram um reajuste de 12,4%. Já quem fez mais de uma especialização viu sua contrapartida financeira aumentar em 14,6%.

O contraste é ainda maior quando aparece mestrado ou doutorado no currículo: entre 2014 e 2015, a remuneração média desse grupo saltou 21,4%. Para Rafael Souto, presidente da Produtive, os números confirmam uma realidade já atestada pelo estudo feito no ano passado pela consultoria.

— A pós-graduação stricto sensu é a bola da vez entre os empregadores brasileiros — comenta.

Souto esclarece que, nos anos 1980, profissionais com especialização ainda eram relativamente escassos, o que lhes valia a preferência do mercado. Na década de 1990, o MBA ocupou essa função de destaque. Com a popularização da oferta de cursos lato sensu nos anos 2000, esses títulos acabaram se tornando comuns no mundo executivo.

— Hoje, as empresas têm se voltado para profissionais com mestrado e doutorado, porque são mais exigentes, densos e profundos do ponto de vista teórico. Está ganhando força a ideia de que esses programas mais robustos dão mais 'musculatura' para a tomada de decisões nas empresas — diz Souto.

Profissionais com pós-graduação stricto sensu ainda são relativamente escassos no mundo corporativo: eles representam apenas 6,5% do total de entrevistados na pesquisa. Já aqueles que têm uma ou mais especializações são 69%, enquanto os que só têm graduação compõem 25% da amostra.

O consultor também faz três ponderações. A primeira é que uma pós-graduação stricto sensu voltada a temas excessivamente teóricos e distantes do mercado não costuma ser tão valorizada no mundo corporativo. Os mestrados profissionais, por exemplo, costumam ser preferidos pelos empregadores. Souto também avalia que títulos acadêmicos, por melhores que sejam, não dispensam a necessidade de experiência profissional. Outra consideração diz respeito ao momento em que o incremento salarial pode acontecer.

— Geralmente, as empresas não dão um aumento imediato ao funcionário com mestrado ou doutorado. Existe um tempo de observação em que você precisará mostrar na prática o impacto da qualificação no seu trabalho — relata.

Além de render um salário melhor, apostar em uma pós-graduação aumenta a própria capacidade de se manter ativo em tempos difíceis para a economia.

— São diplomas da modalidade stricto sensu que abrem uma segunda possibilidade de carreira, como professor universitário ou consultor — explica Souto ao destacar também que esse investimento será recompensado mais cedo ou mais tarde.

Mestrados Unoesc

A Unoesc dispõe hoje de cinco programas de pós-graduação stricto sensu, sendo quatro cursos de mestrado acadêmico: Educação e Biociências e Saúde, sediados em Joaçaba; Ciência e Biotecnologia, localizado em Videira; e Direito ofertado em Chapecó, que concentra também o mestrado profissional em Administração. Todos são recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além disso, o mestrado acadêmico em Ciência e Biotecnologia está com inscrições abertas até 17 de novembro, para conferir o edital é só acessar o site da Unoesc.

 

* Texto da repórter Claudia Gasparini publicado no site da revista Exame

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