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Professora da Unoesc recebe prêmio internacional durante Congresso Brasileiro de Microbiologia

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
16 de Novembro de 2015

A professora da Unoesc São Miguel do Oeste, doutora Eliandra Mirlei Rossi, recebeu o prêmio do International Committee on Food Microbiology and Hygiene - ICFMH (Comitê Internacional de Microbiologia de Alimentos e Higiene). A premiação foi entregue durante o 28º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em Florianópolis. O objetivo da premiação é incentivar publicações científicas no International Journal of Food Microbiology (Jornal Internacional de Microbiologia de Alimentos).

O Comitê recebeu a inscrição de 400 trabalhos, na área de alimentos, de pesquisadores de diversos lugares do mundo.  Desses 400 trabalhos, foram selecionados 20. Posteriormente, foi realizada uma nova avaliação para escolher três pesquisas. A pesquisa da Unoesc São Miguel do Oeste, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande Sul (UFRGS), ficou em segundo lugar.   

O estudo Biossurfactante produzido pelo patógeno alimentar Salmonella Enteritidis SE86 pode aumentar a aderência e resistência do microrganismo em folhas de alface (Lactuca sativa L., cichoraceae) também teve a participação da acadêmica de Engenharia de Alimentos, Luniele Beilke, da egressa de Farmácia, Marília Kochhann, da acadêmica de Farmácia, Diana Helena Sarzi, e do professor da UFRGS, Eduardo César Tondo.

Sobre a pesquisa

Eliandra explica que a bactéria Salmonella Enteritidis SE 86 foi isolada de um surto de salmonelose, provocado por repolho contaminado e registrado no Rio Grande do Sul em 1999. Durante o estudo, verificou-se que a bactéria produzia um composto chamado de biossurfactante. Esse é o primeiro relato científico do mundo de Salmonella que produz o composto. Os pesquisadores chegaram a conclusão que a Salmonella usa o biossurfactante para aumentar a sua aderência na superfície de folhas de alface, e a presença desse composto protege a célula da ação antimicrobiana dos desinfetantes usados para lavagem e desinfecção deste alimento.

Durante o estudo, foram testados métodos de lavagem e desinfecção com água tratada; hipoclorito de sódio e vinagre, que apontaram que a bactéria se protegeu e sobreviveu ainda mais quando não passou por esses métodos. Os pesquisadores darão continuidade ao estudo com carne de frango.

Segundo a professora Eliandra, o estudo é inovador.

— A maioria dos pesquisadores diz que os biossurfactantes são utilizados pelos micro-organismos para as mais diversas funções, mas pouco se estuda por que micro-organismos patógenos produzem esse composto — destaca a professora.  

Eliandra salienta que o prêmio mostra que o acadêmico tem uma Universidade na região Extremo-oeste catarinense que também desenvolve trabalhos reconhecidos internacionalmente. A acadêmica de Engenharia de Alimentos, Luniele Beilke, afirma que a participação em pesquisas como essa aumenta a autonomia, o domínio da prática, o crescimento pessoal e profissional.

— A pesquisa possibilitou a ampliação dos conhecimentos, por meio da realização de práticas no laboratório de Microbiologia, do incentivo à leitura e a busca por novas informações — avalia a estudante.

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