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Teoria e prática uniram acadêmicos para discussão da acessibilidade

Por: João Luiz Barivieira
joao.bariviera@unoesc.edu.br
25 de Março de 2014

O direito à acessibilidade, tema recorrente na atualidade, foi amplamente debatido pelos acadêmicos da 5ª fase do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc Videira no último dia 12. Através do componente curricular Projetos Arquitetônicos, eles tiveram uma aula diferente e contaram com a participação do acadêmico de Direito Eduardo Franchin que é cadeirante. 

Durante a aula, Franchin fez uma exposição de como é o cotidiano para um cadeirante, relatou as principais dificuldades, ao mesmo tempo em que discutiu com o grupo de estudantes a legislação que regulamenta a acessibilidade.

Em um segundo momento, os alunos usando uma cadeira de rodas se locomoveram pela instituição, onde utilizaram as rampas de acesso aos andares superiores, para sentir na pele como é  o dia a dia para quem tem na cadeira  de rodas seu meio de locomoção.

A ideia, segundo o professor Jeferson Eduardo Suckow, coordenador do curso de Arquitetura  e Urbanismo, foi mostrar aos futuros profissionais a responsabilidade que terão no sentido de oportunizar e elaborar projetos que atendam às necessidades de acessibilidade, hoje ainda um problema social enfrentado por muitas pessoas. 

A Norma Brasileira (NBR) nº 9050, que integra o grupo de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados em projetos para construções, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, às condições de acessibilidade (inclusão), indicando especificações que visam a proporcionar a maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade, a utilização segura do ambiente ou equipamento.

Na Unoesc Videira, o cadeirante pode acessar a praticamente todos os setores. Desde a chegada nos estacionamentos até as salas de aulas ou demais departamentos, existem rampas que possibilitam a locomoção com menor grau de dificuldade. 

No entanto, em boa parte das edificações públicas, a situação é bem diferente. “Precisamos trabalhar para adaptar todos os ambientes e promover acessibilidade ampla, não somente  nos órgãos públicos, mas em todos os espaços públicos ou privados. Essa aula procurou   conscientizar os nossos alunos, que serão os futuros arquitetos e urbanistas, a elaborarem projetos que ofereçam  ao cadeirante a possibilidade de transitar  em todos os lugares e neles possam permanecer com dignidade, possibilitando-lhes uma vida social plena”, disse Suckow.

 

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