Página inicial O que acontece Palestra instiga discussão sobre Prevenção e Posvenção ao Suicídio
Não categorizado Palestra Videira

Palestra instiga discussão sobre Prevenção e Posvenção ao Suicídio

O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, no dia 10 de setembro, curso sobre Prevenção e Posvenção ao Suicídio, ministrada pelo psicólogo e especialista no assunto, Abel Petter. O evento, que ocorreu de modo presencial, mobilizou acadêmicos, professores e profissionais, e buscou de maneira prática instrumentalizar o psicólogo na atuação frente ao comportamento suicida, promovendo debate […]


O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, no dia 10 de setembro, curso sobre Prevenção e Posvenção ao Suicídio, ministrada pelo psicólogo e especialista no assunto, Abel Petter. O evento, que ocorreu de modo presencial, mobilizou acadêmicos, professores e profissionais, e buscou de maneira prática instrumentalizar o psicólogo na atuação frente ao comportamento suicida, promovendo debate sobre o suicídio e suas causas multifatoriais.

De acordo com Abel, as taxas de suicídio no contexto brasileiro têm ido na contramão de outros países, que tiveram queda acentuada. Isso indica a gravidade enfrentada no contexto nacional, sendo necessárias formação e profissionalização de quem atua com saúde mental, assim como a desmistificação de estereótipos atribuídos a pessoas em sofrimento psicológico.

— No contexto da pandemia, com o aumento e agravamento de quadros de saúde mental, observa-se a necessidade de planejamento dos municípios frente à demanda de saúde mental da população, não apenas em nível preventivo, mas voltado à promoção da saúde — informa Abel.

Já para o coordenador do curso de Psicologia da Unoesc Videira, professor Doutor Adriano Schlösser, falar sobre suicídio ainda é tabu na sociedade atual, o que torna complexa a análise dos dados. A existência do sub-registro, subnotificação e formas veladas de suicídio contribuem negativamente para um real dado epidemiológico dos casos.

—Temos identificado em nossa região casos cada vez mais presentes de suicídio, além de práticas de automutilação em adolescentes. O discurso que ouvimos das pessoas próximas costuma ser: não notei, o que denota a falta de comunicação deste problema e a falta de abertura da pessoa que sofre em verbalizar sua dor — esclarece Adriano.  

Nesse aspecto, segundo o professor, é válido ressaltar a necessidade de profissionais capacitados para atuar frente a este grave problema de Saúde Pública.

Segundo Abel Peter, especialista em prevenção e posvenção ao suicídio, a pouca ênfase dada na formação profissional dos profissionais da saúde, principalmente psicólogos e médicos, favorece os atendimentos psicológicos precários e pouco eficientes.

— Isso acontece devido ao conhecimento e investigação superficial sobre cada caso, fazendo, por vezes, o uso de rótulos que podem prejudicar ainda mais o sofrimento da pessoa em alguma modalidade de comportamento suicida — finalizou Peter.

 

Receba as novidades da Unoesc

Usaremos seus dados para entrar em contato com você sobre informações correlacionadas que podem ser de seu interesse. Você pode cancelar o envio da divulgação, a qualquer momento. Para mais detalhes, leia nossa política de privacidade.